#capitalismo

Pablo Gabriel Souza
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⁣“Só faz de conta que a política não interessa… quem manda.” Essa frase da saudosa economista Maria da Conceição Tavares, dita em uma aula de Economia Política na Universidade Estadual de Campinas, Unicamp em 1992, carrega uma crítica profunda sobre o papel da educação e sobre o próprio funcionamento do capitalismo. Em sociedades capitalistas, muitas vezes somos ensinados a acreditar que política é algo distante, complicado ou até inconveniente de discutir. A escola, em muitos momentos, acaba reduzindo-se à formação de mão de obra. Ensina-se a trabalhar, produzir e competir, mas raramente a questionar as estruturas que organizam a própria sociedade. Quando a educação deixa de formar pensamento crítico, ela passa a cumprir outra função. A de naturalizar desigualdades. As pessoas começam a enxergar como “normal” aquilo que é resultado de decisões políticas. Salários baixos, concentração de riqueza, acesso desigual à ciência, à cultura e às oportunidades. Fazer de conta que política não importa é uma das formas mais eficientes de manter tudo exatamente como está. Porque enquanto muitos acreditam que política não lhes diz respeito, outros a utilizam para decidir o rumo da economia, das instituições e da própria vida coletiva. Talvez uma das funções mais importantes da educação não seja apenas transmitir conhecimento, mas revelar as estruturas invisíveis que organizam o mundo. Ensinar a perguntar quem decide, quem ganha e quem perde. Como diria Maria da Conceição Tavares, com a ironia de quem compreendia bem essas engrenagens, tomemos com tranquilidade, meus filhos. #EducaçãoCrítica #EconomiaPolítica #MariaDaConceiçãoTavares #capitalismo #PensamentoCrítico Educação Sociedade